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ToggleCobrança Abusiva de Banco: O Que Fazer em Foz do Iguaçu (Guia Prático)
Você já olhou o extrato bancário e encontrou uma cobrança que não reconhece? Ou percebeu que está pagando taxas absurdas num empréstimo que mal lembra de ter contratado? Se isso aconteceu com você, saiba que não está sozinho — e que a lei está do seu lado.
Resposta direta: consignado não autorizado, taxas de juros ilegais e tarifas indevidas são formas de cobrança abusiva. O Código de Defesa do Consumidor determina que o banco deve devolver o valor cobrado indevidamente em dobro, acrescido de correção monetária e juros — além de possível indenização por danos morais.
O que é cobrança abusiva segundo o Código de Defesa do Consumidor
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) é claro: qualquer cobrança de valor indevido dá ao consumidor o direito de receber de volta o dobro do que pagou a mais, com correção e juros legais (art. 42, parágrafo único).
Mas o que exatamente configura cobrança abusiva? Veja os exemplos mais comuns que vemos aqui em Foz do Iguaçu:
- Empréstimo consignado não autorizado: desconto no benefício do INSS ou no salário sem que você tenha assinado contrato
- Taxas de juros acima do permitido: especialmente em cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal
- Tarifas bancárias proibidas: cobranças por serviços que deveriam ser gratuitos
- Seguro prestamista não solicitado: embutido em financiamentos e empréstimos sem autorização do cliente
- Cobrança de dívida já prescrita: o banco continua cobrando mesmo após o prazo legal
- Valores diferentes do contratado: parcelas maiores do que o combinado, taxas adicionais “surpresa”
Se você é aposentado ou pensionista do INSS em Foz do Iguaçu e tem descontos no benefício que não autorizou, preste atenção redobrada — esse é um dos golpes mais comuns contra idosos na nossa região.
Empréstimo consignado não autorizado
O empréstimo consignado não autorizado é uma das formas mais graves de cobrança abusiva. Acontece quando o banco contrata um empréstimo em seu nome sem sua autorização, e o valor das parcelas é descontado diretamente do seu salário, aposentadoria ou pensão.
Como isso acontece?
- Ligações de telemarketing: o banco liga oferecendo “um benefício” ou “liberação de crédito”, e o aceite verbal é usado como contrato
- Correspondentes bancários: intermediários que assinam contratos em nome do cliente, especialmente com idosos
- Fraude com dados pessoais: terceiros usam documentos roubados ou clonados para contratar empréstimos
- Renovação automática: o banco renova o empréstimo quitado sem consultar o cliente
O que fazer?
- Solicite o contrato original ao banco — ele é obrigado a fornecer em até 5 dias úteis
- Compare a assinatura com a sua — em muitos casos, a assinatura é falsificada ou inexistente
- Registre reclamação no Banco Central (registratoconsignado.bcb.gov.br) e no Procon de Foz do Iguaçu
- Se o banco não resolver em 10 dias, procure um advogado para entrar com ação judicial pedindo cancelamento do contrato, restituição em dobro dos valores descontados e danos morais
Resultado típico na Justiça: cancelamento do empréstimo + devolução em dobro de todas as parcelas descontadas + indenização por danos morais entre R$ 3.000,00 e R$ 10.000,00. Em Foz do Iguaçu, os juízes têm sido firmes contra bancos que praticam esse tipo de abuso.
Taxas de juros abusivas: como identificar
Muita gente paga juros absurdos sem perceber, especialmente no cartão de crédito rotativo e no cheque especial. Mas como saber se os juros que você está pagando são abusivos?
A referência: taxa média do Banco Central
O Banco Central do Brasil publica mensalmente a taxa média de juros praticada no mercado, dividida por tipo de operação. Embora não exista um teto fixo de juros no Brasil, a jurisprudência do STJ considera abusiva a taxa que ultrapassa significativamente a média de mercado — geralmente 1,5 vez a taxa média.
Você pode consultar as taxas médias no site do Banco Central: bcb.gov.br, na seção “Taxas de juros de operações de crédito”.
Exemplos práticos de juros abusivos
- Cartão de crédito rotativo: se a média do mercado é de 15% ao mês e seu banco cobra 25%, os juros são abusivos
- Empréstimo pessoal: taxas muito acima da média sem justificativa (risco de crédito elevado pode justificar, mas não taxas exorbitantes)
- Cheque especial: desde 2020, o Banco Central limitou os juros do cheque especial a 8% ao mês — se seu banco cobra mais, é ilegal
- Financiamento de veículo: taxas acima de 3% ao mês em veículos novos geralmente são excessivas considerando a garantia do bem
O que fazer: peça ao banco um documento com o CET (Custo Efetivo Total) da operação. O CET inclui não só os juros, mas todas as taxas e seguros embutidos. Compare com a taxa média do Banco Central para o mesmo tipo de operação. Se a diferença for gritante, você pode ter direito à revisão judicial do contrato.
Tarifas bancárias ilegais
O Banco Central regulamenta quais tarifas os bancos podem cobrar e quais são proibidas. Muitos consumidores em Foz do Iguaçu pagam tarifas ilegais há anos sem saber.
Serviços que devem ser gratuitos
A chamada “cesta de serviços essenciais” é obrigatoriamente gratuita e inclui:
- Cartão de débito
- 4 saques por mês (2 no caixa e 2 no caixa eletrônico)
- 2 transferências por mês (entre contas do mesmo banco)
- 2 extratos por mês (no caixa eletrônico)
- Consultas de saldo ilimitadas pela internet
- 10 folhas de cheque por mês (se solicitado)
- Recebimento de salário ou benefício do INSS
Tarifas frequentemente cobradas de forma indevida
- Tarifa de manutenção de conta salário: conta salário é gratuita por lei — o banco não pode cobrar manutenção
- Tarifa para receber aposentadoria/pensão: totalmente ilegal — o INSS deposita sem custo para o beneficiário
- Anuidade de cartão de crédito não informada: o banco deve informar claramente o valor da anuidade antes da contratação
- Tarifa de TED/DOC para conta própria: transferência entre contas de mesma titularidade no mesmo banco é gratuita
- Tarifa de emissão de boleto: cobrar para emitir boleto de pagamento é abusivo na maioria dos casos
Confira seus extratos dos últimos 5 anos. Se encontrar tarifas indevidas, você tem direito à devolução em dobro de tudo que foi cobrado indevidamente. Moradores de bairros como Vila Portes, Jardim Eliza, Profilurb e região central de Foz: revejam seus extratos.
Como agir contra cobrança abusiva em Foz do Iguaçu
Identificou uma cobrança abusiva? Siga este passo a passo para resolver da forma mais eficiente:
1. Reclamação direta ao banco
Primeiro, tente resolver com o próprio banco. Registre uma reclamação formal pelo SAC (0800) ou pela ouvidoria. O banco tem 10 dias úteis para responder pela ouvidoria. Guarde o protocolo de atendimento — ele será prova importante se precisar ir à Justiça.
2. Banco Central
Se o banco não resolver, registre reclamação no site do Banco Central (bcb.gov.br). O Bacen não resolve seu caso diretamente, mas fiscaliza o banco e a reclamação fica registrada no ranking de queixas — o que pressiona a instituição a resolver.
3. Procon de Foz do Iguaçu
O Procon municipal pode intermediar uma negociação entre você e o banco. O atendimento é gratuito. Se houver acordo na audiência de conciliação, o problema é resolvido rapidamente. Se não houver acordo, o Procon pode aplicar multa ao banco e você terá o documento da tentativa frustrada — útil para a ação judicial.
4. Juizado Especial Cível (JEC)
Para causas de até 40 salários mínimos, o Juizado Especial Cível é a via mais rápida. Em Foz do Iguaçu, o JEC funciona no Fórum da Justiça Estadual. As audiências costumam acontecer em 2 a 4 meses, e a sentença pode incluir devolução em dobro + danos morais.
5. Ação judicial com advogado
Para valores maiores ou casos mais complexos (como consignado não autorizado com vários contratos fraudulentos), a ação judicial com advogado é o caminho mais seguro. O advogado pode pedir tutela de urgência para suspender os descontos imediatamente enquanto o processo tramita.
Devolução em dobro: quando o banco paga o dobro
O artigo 42, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor é direto:
“O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.”
O que isso significa na prática: se o banco cobrou R$ 2.000,00 indevidamente ao longo de meses, você tem direito a receber R$ 4.000,00 de volta, além de correção monetária e juros desde cada cobrança indevida.
A exceção é o “engano justificável” — mas a jurisprudência tem sido rigorosa: quando o banco é uma instituição financeira com sistemas automatizados, dificilmente o erro é considerado justificável. A responsabilidade do banco é objetiva, ou seja, ele responde independentemente de culpa.
Jurisprudência favorável: o STJ tem diversas decisões reconhecendo a devolução em dobro para cobranças abusivas de bancos. Em Foz do Iguaçu e na região do Paraná, os tribunais têm seguido essa orientação consistentemente.
Além da devolução em dobro, o consumidor pode ter direito a danos morais — especialmente quando a cobrança indevida causou negativação do nome, constrangimento em público ou perda de crédito. Valores de indenização costumam variar de R$ 3.000,00 a R$ 15.000,00, dependendo da gravidade.
Perguntas frequentes sobre cobrança abusiva de bancos
O banco pode cobrar tarifa para manter minha conta?
Depende do tipo de conta. Conta salário e conta digital não podem ter tarifa de manutenção. Para contas correntes comuns, o banco pode cobrar tarifa de manutenção, mas deve oferecer a opção da cesta de serviços essenciais gratuita. Se você não foi informado dessa opção, pode pedir a devolução das tarifas cobradas.
Como cancelar empréstimo consignado não autorizado?
Primeiro, solicite formalmente o cancelamento ao banco por escrito (e-mail ou carta com protocolo). Se o banco não cancelar em 10 dias úteis, registre reclamação no Banco Central e procure um advogado para pedir o cancelamento judicial + devolução em dobro + danos morais. Se os descontos são no benefício do INSS, você também pode registrar reclamação diretamente pelo Meu INSS, na opção “Bloquear empréstimo consignado”.
Quanto posso receber de indenização por cobrança abusiva?
O valor depende do caso. Em regra, você recebe: (1) devolução em dobro de todos os valores cobrados indevidamente, com correção e juros; (2) danos morais entre R$ 3.000,00 e R$ 15.000,00, dependendo da gravidade da situação (negativação, constrangimento, impacto financeiro). Em casos de consignado fraudulento com múltiplos contratos, o valor total pode passar de R$ 20.000,00.
O banco nega que cobrou errado. O que fazer?
Documente tudo. Extratos bancários, gravações de ligações (você tem direito de pedir a gravação do SAC), protocolos de atendimento, prints de tela e conversas por chat. Na Justiça, o ônus da prova se inverte — quem precisa provar que a cobrança é legítima é o banco, não você. Isso é um princípio do CDC chamado inversão do ônus da prova, e os juízes em Foz do Iguaçu aplicam regularmente.
Quanto tempo tenho para reclamar de cobrança abusiva?
O prazo prescricional é de 5 anos a partir de cada cobrança indevida (art. 27 do CDC). Isso significa que você pode pedir a devolução de cobranças abusivas dos últimos 5 anos. Após esse prazo, o direito prescreve e você não pode mais reclamar daquela cobrança específica. Por isso, não espere — quanto antes agir, mais valores pode recuperar.
Está sofrendo cobrança abusiva do banco? Tome uma atitude.
Bancos contam com a inércia dos consumidores. A maioria das pessoas reclama mas não toma providência — e o banco continua cobrando indevidamente. Se você mora em Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Medianeira ou região, fale com um advogado de direito do consumidor para avaliar seu caso e calcular quanto você pode recuperar.
📞 Ligue ou envie mensagem pelo WhatsApp: (45) 9995-7851
📍 Endereço: Av. Pedro Basso — Foz do Iguaçu/PR
🏛️ OAB/PR 101.570 — Luan Barbosa, advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraná
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